A importância dos protocolos (parte III)

           A última etapa da conversação sobre a importância dos protocolos na conduta hospitalar, com as responsáveis pela produção destes documentos na Sociedade Portuguesa de Beneficência, mantenedora dos Hospitais Santo Antônio e Santa Clara, tem a participação do presidente da Instituição, Ademir Pestana.

         As enfermeiras Juliana de Souza Morado e Elisete Tavares Carvalho, da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), encarregadas da elaboração dos protocolos que padronizam as condutas médicas, bem como detalhes operacionais na Beneficência explicam como foram estruturados os seis (até o momento) protocolos e orientações voltados para Covid-19.

“Protocolo, uma necessidade”

          Para o presidente da Beneficência Portuguesa de Santos, Ademir Pestana, protocolo é uma necessidade e sua observância, o caminho para a padronização das atividades de uma empresa.

Ademir Pestana, presidente da Sociedade
Portuguesa de Beneficência

          “Os protocolos em uma empresa são importantíssimos, diria até essencial para organização de tarefas. Na área da saúde, mais necessário ainda, aliás, obrigatório. Imaginem diversas atividades ocorrendo ao mesmo tempo sem que haja um ordenamento e controle. Protocolos são instrumentos burocráticos, mas necessários para que haja padronização na realização das tarefas e a comunicação entre os diversos setores, uma vez que todos são interligados. No hospital esses instrumentos uniformizam desde a solicitação de um comprimido pelo médico à Farmácia à organização e funcionamento do Centro Cirúrgico”.

          Ademir complementa sua interpretação sobre protocolos reafirmando a importância do documento.

        “Os protocolos, principalmente na área da saúde são tão importantes que estabelecem ações de segurança do atendimento ao tratamento do paciente, além de padronizarem condutas médicas. Claro que existem situações que fogem às regras do protocolo e nesses casos os especialistas são consultados para uma tomada de decisão. Enfim, protocolos são importantes e necessários e devem ser cumpridos com rigidez desde o acesso ao hospital ao procedimento médico”.

Protocolos para Covid

         A enfermeira Elisete Tavares, pós graduada em Gestão e Controle de Infecção em Saúde, explica como ocorre a implantação de um protocolo na Beneficência

        “Os protocolos são elaborados pelo SCIH (Serviço de Controle de Infecção Hospitalar), apreciados pelos membros da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) junto ao Infectologista e aprovado pelo Diretor Técnico. As enfermeiras da Comissão junto com as equipes multidisciplinares divulgam, orientam e capacitam os colaboradores. A fiscalização e controle são inerentes ao profissional e sua equipe.

           Entretanto como toda normatização e pela dinâmica da pandemia, os protocolos estão sujeitos a ajustes decorrentes da sua utilização prática na Instituição e das modificações do cenário epidemiológico, inclusive podendo sofrer alterações conforme conhecimentos acerca da doença forem divulgados”.

            E, Juliana Morado, pós graduanda em Urgência e Emergência, explica as principais mudanças no hospital visando o atendimento à pacientes suspeitos ou com covid-19. As alterações promovidas no início de fevereiro passado, ou seja, há 5 meses, se mantém.

           “A implantação do primeiro protocolo para atendimento a pacientes da covid-19 exigiu a estruturação de unidades específicas para atendimento aos casos suspeitos ou confirmados, a partir da definição do local para triagem e o primeiro atendimento, com a composição de um Pronto Socorro especifico para a doença, seguidas de restruturação de duas unidades de internação e finalizadas com o direcionamento de duas UTI’s; acrescidas de alterações no fluxo de atendimento dos setores de apoio, disponibilização de EPI’s, capacitações do quadro funcional e reuniões multidisciplinares com planejamento cuidadoso e consideração dos contextos”.

Por fim as duas profissionais destacaram as principais mudanças (continuam em vigor) relacionadas a outros fatores:

  • Obrigatoriedade do uso de máscaras pelos colaboradores em todos os setores da Instituição;
  • Afastamento dos colaboradores maiores de 60 anos;
  • Trabalhadores administrativos realizando suas atividades em “home office”.
  • Refeitórios exclusivos para colaboradores das Unidades e CTI’s Covid;
  • No refeitório geral, mudanças específicas devido a pandemia (distanciamento mínimo de 1 metro, manipulação de utensílios (colheres, conchas, entre outros) usados nos balcões de distribuição apenas através dos profissionais da nutrição, e intensificada higienização de equipamentos, móveis e utensílios com álcool gel 70%);
  • Elevadores exclusivos para as Alas e CTI’s Covid;
  • Suspensa as visitas aos pacientes internados;
  • Proibição das Copeiras e outros setores adentrarem nas Unidades e CTI’s Covid;
  • Acolhimento dos colaboradores da Instituição pelas Assistentes Social;
  • Suspensão temporária de reuniões presenciais, integrações e festividades.

*Apesar do arrefecimento da doença na região, as medidas adotadas na Sociedade Portuguesa de Beneficência continuam em vigor.

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