“Cuidando de quem cuida”

        “Cuidando de quem cuida” é o projeto criado pela psicóloga Aline Ferreira, Coordenadora de Recursos Humanos e Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) da Beneficência Portuguesa para dar suporte emocional aos colaboradores da Instituição que, por trabalharem na linha de frente no combate à covid-19, estão mais susceptíveis a desarmonia emocional.

Aline fala sobre o projeto online para o suporte emocional aos colaboradores do hospital durante a pandemia e expectativa com o pós-pandemia

        A psicóloga Aline explica que “Em meio ao cenário atual, a visualização da pandemia de perto, por trabalhar em um hospital, por ter contato com profissionais da linha de frente e acesso aos sentimentos que eles possuem, o setor de Psicologia Organizacional da Beneficência Portuguesa decidiu diversificar o apoio aos colaboradores que dedicam suas vidas em prol de outras vidas todos os dias”.

       Continuando, a profissional ressalta que o ” Cuidando de quem cuida” é um projeto adaptado para este cenário, que se apresenta de forma apropriada para o momento.

       “O objetivo é retribuir a esses profissionais os cuidados que dispensam aos pacientes, com um atendimento de qualidade, humanizado, acolhedor. Para isso eles precisam se sentir apoiados, primeiramente. Nesse projeto a terapia é feita online, mas temos a intenção de continuar com o trabalho mesmo após a pandemia, quando as sessões serão feitas de forma presencial, onde podemos criar o vínculo com o setting terapêutico (ambiente), o que facilita mais o desenvolvimento do paciente/cliente”.

        Aline ressalta que: “É extremamente importante e necessário cuidarmos do cenário atual e de nossos colaboradores nesse momento, mas é também preciso começar a pensar no pós- pandemia. Neste momento acredito que teremos o surgimento de alguns problemas psicológicos como transtorno de estresse pós traumático. Tudo que nos causa um trauma e não temos como tratar, mas que precisamos enfrentar a todo custo, gera consequências que em algum momento virão à tona. Quando tudo isso passar, a adrenalina irá diminuir e poderão surgir os problemas psicossomáticos. Será então necessário um trato, um olhar muito mais humano para cada um, entendendo cada sentimento relatado, para que possamos juntos sair de mais um momento difícil”.

          Lembra a profissional, que também é importante frisar que se a pessoa estiver sentindo os sintomas da covid-19, não deve desesperar. “Deve sim, procurar por orientação médica, iniciar o tratamento e acreditar que tudo ficará bem. Quando pensamos em coisas boas, atraímos coisas boas!”

         Encerrando o bate papo sobre o *projeto, Aline demonstra esperança em um futuro melhor:

       “Quando tudo isso tiver um fim, poderemos olhar pra dentro de nós e observar o ser humano evoluído que nos tornamos e o abraço que hoje está proibido, passará a ser algo necessário e terá muito mais sentido quando dado e recebido. Passaremos a nos enxergar como parte do outro e o outro como nossa parte e assim, conseguiremos ser pessoas melhores!”

*Inspirados no projeto das psicólogas que evidencia a importância de verbalizarmos nossos traumas não engavetando sentimentos que nos deixam desconfortáveis, iniciaremos em breve, uma série de curtas publicações, mostrando como as pessoas, em tempos de pandemia, fazem para desestressar, manter o equilíbrio emocional.

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