Portugal e os cravos pela democracia

     Neste 25 de abril, comemora-se os 48 anos da Revolução dos Cravos, movimento que derrubou o regime salazarista em Portugal, restabelecendo a democracia no país.

     A Beneficência Portuguesa de Santos, pelo terceiro ano consecutivo, deixa de realizar sua tradicional solenidade em comemoração à data que marca um dos principais acontecimentos históricos da década de setenta e uma das mais importantes revoluções do século XX.

     Embora o Ministério da Saúde tenha recentemente, declarado o fim do estado de emergência pela covid-19, o presidente da Beneficência Portuguesa, Ademir Pestana, optou pela não realização da sessão solene em celebração à Revolução que pôs fim ao período de 48 anos (1926 -1974) de ditadura em Portugal.

     A decisão se deu por medida de segurança, porque apesar do cenário epidemiológico equilibrado, a covid-19 não acabou e o evento na Beneficência reúne um grande público formado em sua maioria pela comunidade portuguesa da Baixada Santista e de outras regiões, inclusive da capital paulista.

     Ademir ressalta que independentemente da não realização do evento, a reflexão sobre o 25 de abril de 1974 deve ser uma constante não apenas para os portugueses e seus descendentes, mas para todos os cidadãos para que não se perca de vista a importância de passar às novas gerações, o valor da liberdade, da democracia.

     A Revolução – Também conhecida como Revolução de Abril, a Revolução dos Cravos foi um  movimento resultante da união de civis e militares que não suportavam mais as imposições do regime salazarista e os anos de guerra nas colônias africanas. Graças a essa união, em 25 de abril de 1974, em menos de 20 horas era derrubada a mais antiga ditadura fascistas do mundo.

     A Revolução dos Cravos foi marcada pela música e pela união pela liberdade, cujo momento decisivo começou com a transmissão, pelo rádio, da canção “Grândola Vila Morena,” de Zeca Afonso, até então proibida. Ao raiar do dia, as Forças Armadas já ocupavam locais estratégicos e a população nas ruas de Lisboa a espera de notícias. No início da noite, por volta das 19h30, o então presidente Caetano Marcello, por telefone anunciou sua renúncia. Toda a proteção do ditador foi pega de surpresa pela estratégia minuciosamente calculada pelos chamados “capitães de abril”.

     A revolução, possivelmente a única da história, praticamente sem violência, segundo historiadores registrou quatro mortes, tem o cravo vermelho como símbolo da vitória, da liberdade e a flor teria sido entregue aos soldados por uma florista, outros dizem que pela funcionária de um restaurante, outros ainda, por um homem que voltava do trabalho. Felizmente essa discussão não interfere no desfecho do fato histórico. O importante é que a democracia se fez. (Foto: Divulgação)

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