Semana Martins Fontes

O ator Vanderlei Abrelli interpretando Martins
Afonso no Café Poético do ano passado

          De forma inusitada, estamos vivendo a Semana Martins Fontes na Beneficência Portuguesa. Sem público lotando o Salão Nobre para o já tradicional “Café Poético com Martins Fontes”, devido à pandemia do novo coronavírus, a instituição homenageia o médico, escritor e poeta santista, a partir desta data, dia 17, com a publicação diária de uma de suas poesias, no site www.spb.org.br

         Considerado um dos dez melhores poetas da língua portuguesa, o Dr. José Martins Fontes, que como médico trabalhou na Beneficência que considerava sua segunda casa e aqui deixou sua marca é, anualmente, homenageado em Santos, com uma semana de eventos (17 a 23 de junho). Nesse período, instituições culturais o reverenciam.

O presidente Ademir Pestana, falando de e com
Martins Fontes na performance de 2019

          Na Beneficência, o “Café Poético com Martins Fontes” em parceria com a Spectra Filmes, reúne poetas, declamadores e admiradores do homenageado em evento aberto ao público, com o objetivo de preservar a memória e passar às novas gerações, o trabalho de Martins Fontes, que dignificou a Beneficência Portuguesa, bem como a Santa Casa e outras instituições onde exerceu a Medicina de forma exemplar e onde praticou benemerência, solidariedade e principalmente respeito para com o próximo.

          Martins Fontes nasceu em Santos 23 de junho de 1884 e faleceu em 25 de junho de 1937, na Beneficência onde seu corpo foi velado.

          Por escolha do presidente da Beneficência, Ademir Pestana, a primeira poesia da Semana, na verdade, um poema que se tornou a identidade do poeta

“Como é bom ser bom”

Tu, que vês tudo pelo coração,
Que perdoas e esqueces facilmente,
E és, para todos, sempre complacente,
Bendito sejas, venturoso irmão.

Possuis a graça como inspiração
Amas, divides, dás, vives contente,
E a bondade que espalhas, não se sente,
Tão natural é a tua compaixão.

Como o pássaro tem maviosidade,
Tua voz, a cantar, no mesmo tom,
Alivia, consola e persuade.

E assim, tal qual a flor contém o dom.
De concentrar no aroma a suavidade,
Da mesma forma, tu nasceste bom.

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