Setembro Amarelo continua

Uma pausa pela vida .

Em mais uma ação pela vida, a Beneficência Portuguesa reuniu especialistas, colaboradores e visitantes para marcar de forma indelével o “Setembro Amarelo”, campanha de prevenção ao suicido.

Através de uma live transmitida pelas redes sociais do hospital que contou com a participação de pacientes, acompanhantes e público externo, os psicólogos Sandra Tarricone e Cláudio Scherer falaram sobre a importância da conscientização sobre a prevenção do suicídio que pode ser evitado e responderam a várias perguntas

O evento presencial e online foi aberto pelo presidente da Beneficência, Ademir Pestana que falou sobre a necessidade de estarmos atentos aos sinais emitidos por quem sofre diante de situações consideradas insuportáveis ao ponto de se pensar em atentar contra a própria vida. Convocou a todos a ajudar a quem precisa, com uma vírgula, no sentido de uma pausa para repensar, se dar chance para mudar, encontrar novo sentido para sua existência. Ademir exortou a todos, a necessidade sermos uma vírgula na vida de quem desta pausa precisa para se valorizar, ser realinhar à própria existência.

Na sequência um trecho do filme de Jayme Monjardim “O vendedor de sonhos” , adaptação do best seller de Augusto Cury, abriu a participação dos psicólogos, com a psicóloga clínica e hospitalar e mestre em Psicologia Clínica,  Sandra Tarricone que momentos antes do evento se tornara uma vírgula na vida de um casal . “A vontade de desistir da vida é uma dor muito forte diante da sensação de impotência, de incompreensão e a ideação do suicídio vem num planejamento tido como forma de se livrar daquele peso, daquela dor. Ou seja, o suicida, não quer por fim à vida, mas ao que o faz sofrer. E a ajuda pode estar no ser ouvido por alguém” disse a especialista que já exerceu a profissão no Serviço de Oncologia da Beneficência Portuguesa.

Padre Cláudio Scherer, psicólogo, professor universitário, chamou atenção para duas situações no cuidado que todos devem ter no sentido de estarem alertas aos sinais evidenciados pelas pessoas em crise. “O suicídio acontece desde sempre, por isso precisamos despertar para a questão da crise do cuidado. É a crise que deve ser tema dos nossos dias quando as pessoas não têm tempo para cuidar de outros. Se cuida mais da técnica do que da pessoa e isso em todas as áreas. Por essa razão entendo ser de extrema importância o hospital promover debates, conversas como a que estamos tendo nessa campanha que deve acontecer o ano inteiro. Temos que ter em mente que cuidar do outro é mais enriquecedor que cuidar de si mesmo e encarar como muito preocupante o fato de que pessoas não se chocam com as calamidades, com a dor do outro disse o psicólogo qu atende na Beneficência Portuguesa, ressaltando que o suicídio não atinge apenas a quem o tenta ou pratica, mas a todos à sua volta.

A live conduzida por Paula Ribeiro, coordenadora de Humanização do hospital, mesmo tendo ultrapassado o tempo regulamentar de uma hora, não deixou os participantes sem respostas. Muitas foram as perguntas encaminhadas aos psicólogos para respostas fora do ar, via e-mails. Embora o evento tenha ocorrido no último dia 16, a campanha continua no hospital.

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