Xô estresse!!!

             Além de gerenciar todas as etapas referentes à transfusão de sangue e o atendimento às solicitações do precioso líquido pelas equipes médicas de acordo com a necessidade dos pacientes internados nos hospitais Santo Antônio e Santa Clara, a biomédica Elis Rogéria Rodrigues de Sousa Pilares, responsável pela Agência Transfusional da Beneficência Portuguesa, descobriu que a solução para desestressar nesses tempos de pandemia estava dentro de casa e na companhia da filha de 5 anos.

            A biomédica percebeu que para esvaziar a mente do dia a dia do trabalho que exige estrema atenção, portanto muita concentração, teria que encontrar outra forma de manipular, separar e produzir, material totalmente diverso de hemocomponentes e hemoderivados de sangue. Encontrou no EVA, emborrachado de baixo custo e muito procurado por quem faz artesanato, uma gama de possibilidades. Recortes, colagem e o EVA aliado a material reciclado foi ganhando formas de jogos e brinquedos infantis.

          Mais importante que ocupar a mente com a produção de artesanato voltado para o mundo infantil, foi descobrir que a doação desse material é a parte mais prazerosa e importante da produção em conjunto com a filha.

Produzir e doar, a melhor terapia

         “Eu já fazia artesanato, mas nada parecido com o que descobri ser a minha melhor terapia. Tenho trabalhado com EVA e com material reciclado. Comecei por juntar tampinhas para fazer “Jogo da Velha” para entregar às crianças. Primeiro levei para os filhos dos meus colegas da Agência Transfusional na Beneficência.

           Peguei gosto e estou exercendo a criatividade, criando além de jogos outras peças e o intuito agora é doar para instituições que atendam crianças carentes e estou feliz porque já tem uma interessada, a Creche da Tia Nilda, na Zona Noroeste, que atende 65 crianças.  Estou amando fazer isso em companhia de minha filha de 5 anos. E eu que achei que não tinha aptidão para artesanato…

        Estou amando o resultado, principalmente por saber que minha terapia além de me deixar mais encorajada e forte para superar essa pandemia, me permite colaborar com o processo de aprimoramento e desenvolvimento das habilidades manuais e motoras das crianças”.

*Elis agradece aos colegas que puderem colaborar com tampinhas de pet, de caixa de leite e de suco; latas (vazias) de leite em pó, também palitos de picolé.

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